Com dois espetáculos inéditos, Meia Ponta Cia. de Dança ocupa o Xisto no final de semana

A renomada companhia mineira desembarca pela primeira vez na capital baiana, com as montagens “Murundu”, inspirada no meio ambiente, e “De Esconder Para Lembrar”, dedicada ao público infantil, que serão apresentadas no Espaço Xisto Bahia neste sábado e domingo

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Criada há 26 anos por Marisa Monadjemi, a Meia Ponta Cia. de Dança é reconhecida no cenário cultural nacional por desenvolver uma linguagem própria na dança contemporânea, que fomenta o intercâmbio entre os diversos campos das artes e  valoriza o trabalho de pesquisa. Em junho, o grupo vem a Salvador pela primeira vez, apresentar suas mais recentes montagens: Murundu,  que tem como ponto de partida o clima, o tempo e o consumo no mundo, e De Esconder Para Lembrar, espetáculo infantil que busca  despertar os pequenos para o universo criativo da dança contemporânea. As apresentações acontecerão aqui no Xisto, na seguinte programação:

> Murundu às 20h do sábado (20/06) e às 19h do domingo (21/06)

> De Esconder para lembrar será apresentada às 16h do sábado (20/06)

Ambas terão ingressos populares, a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). No domingo (21), “De Esconder Para Lembrar” contará com uma sessão extraordinária às 11h, dentro do Encontros de Domingo, projeto permanente do Xisto, que reúne atividades para toda a família. O encontro tem início às 9h, com um café da manhã regional, seguido de ateliê de desenho e contação de histórias, e os ingressos para curtir todas as atividades custam R$ 20 (inteira ou passaporte para 01 adulto + 01 criança) e R$ 10 (meia entrada por pessoa).

SOBRE “MURUNDU”

O processo de “Murundu” iniciou-se em agosto de 2012 e teve como ponto de partida o clima, o tempo e o consumo no mundo, e como estes três tópicos são assuntos rotineiros e cotidianos de qualquer ser humano vivente. A montagem – criada para quatro bailarinos, mas concebida como uma obra aberta, em constante exercício de apropriação  e de descobertas – aborda a questão do ser humano como mais um no planeta, mas faz isso de maneira poética, usando objetos descodificados de suas funções básicas para criar um ambiente de paisagens inusitadas. “Murundu” significa pequeno monte, mas na coreografia a palavra é apropriada como também um monte de coisas, das mais variadas juntas, emaranhadas, disformes, misturadas e potentes. “Murundu é tudo. Pode ser os bichos, as coisas, cada um vai ter uma leitura sobre isso, mas foi o meio ambiente a nossa principal fonte de inspiração para a criação do espetáculo”, conta Marisa Monadjemi, diretora artística da Meia Ponta Cia. de Dança.

“Ou faz frio, ou calor, ou chove, ou seca, há sempre um tom de reclame, sempre o tempo é culpado de todas as ingerências do viver contemporâneo e a impressão é que não se olha realmente para o porquê de tantas mudanças abruptas”, declara Dudude Herrmann, responsável pela concepção, direção e organização coreográfica de “Murundu”. O espetáculo marca seu reencontro com a Meia Ponta Cia de Dança, que tem por hábito e desejo trabalhar com diversos coreógrafos, o que lhe rendeu vários prêmios e convites para se apresentarem no Brasil e exterior. Completando a equipe técnica, a coreografia conta com Marcelo Xavier na concepção da ambientação cênica e figurinos, e a ambientação e criação sonora é assinada por Renato Motha, músico e compositor.

Realização: Meia Ponta Cia de Dança e Marisa Monadjemi  | Direção artística: Marisa Monadjemi | Concepção, direção e organização coreográfica: Dudude Herrmann | Bailarinos/performers: Eliana Carvalho// Karina Collaço// Dorothé Depaeuw// Guilherme Morais | Ambientação espacial e estudo de roupagem e objetos: Marcelo Xavier | Ambientação e criação sonora: Renato Motha | Produção: Mercado Moderno

SOBRE “DE ESCONDER PARA LEMBRAR”

De esconder para Lembrar”, é o primeiro trabalho da Meia Ponta Cia. de Dança que se lança na aventura da dança contemporânea para crianças. Indo além das estruturas tradicionais das histórias infantis, a proposta desta montagem é despertar a criança para o universo criativo da dança, através de uma poética coreografia dos sonhos e medos da infância. Marisa Pitanga Monadjemi, diretora da Meia Ponta, explica a opção por um caminho por não recorrer a uma história auto-explicativa e linear, que por vezes prevalece nos trabalhos infantis. “Ao contrário, optamos por fazer emergir as ‘memórias de criança’, através das referências pessoais que os bailarinos-criadores trazem consigo”, explica.
“De esconder para lembrar” é um espetáculo de coisas escondidas no tempo. Um jogo em cena e brincadeiras guardadas nas lembranças de todos nós, como adedanha, trava-língua e esconde-esconde. Também estão presentes as nuances da “ingênua loucura”, que atribui poder mágico às crianças, permitindo-as ser, num piscar de olhos, “super-herói, passarinho ou adulto”. O resultado é um espetáculo que reflete um cotidiano lúdico, com imagens sensíveis e comoventes, capaz de arrebatar o público de qualquer idade – o que lhe rendeu o 6º Prêmio Usiminas/Sinparc (Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de MG), em 2008, nas categorias Melhor Bailarina e Melhor Trilha Sonora Para Espetáculos De Dança.

Direção Geral: Marisa Pitanga Monadjemi| Direção Coreográfica e Direção de Cena: Denise Stutz | Assistente de Direção: Tuca Pinheiro | Criadores: Denise Stutz, Inês Amaral, Liana Sáfadi, Marisa Pitanga Monadjemi, Priscila Fiorini, Tuca Pinheiro e Violeta Penna | Intérpretes: Karina Collaço, Dorothé Depeauw, Violeta Penna e Guilherme Morais | Criação de cenário, figurino e design gráfico: Marcelo Xavier | Criação de Luz: Telma Fernandes | Coordenador Técnico: João Bosco da Mata Jr. | Trilha Sonora: pesquisa realizada pelo grupo | Fotos divulgação: Cuia Guimarães | Produção: Mercado Moderno – Keyla Monadjemi

SOBRE OS PROFISSIONAIS

Marisa Pitanga Monadjemi

É fundador558672_3046365718887_713132662_na e diretora artística da Meia Ponta Cia. de Dança desde sua fundação. Professora de clássico especializada no Centro de Criatividade – curso especial para crianças de 3 a 6 anos – jazz e contemporânea. Administra cursos de improvisação e criatividade, para todos os níveis, cursos para professores de dança que trabalham crianças e cursos de contemporâneo, além de diversos workshops para crianças e profissionais da dança.

Denise Stutz

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Fundou, em 1975, junto com outros dez bailarinos, o Grupo Corpo, onde permaneceu durante mais de dez anos. Posteriormente, integrou a companhia de Lia Rodrigues (RJ). Em 2003, estreou seu primeiro solo no Festival Panorama RioArte de Dança. Em 2004, se apresentou na Casa das Américas de Madri, dentro do Festival Interbrados. Nos últimos anos têm ministrado oficinas em Cabo Verde, Madrid e Paris, onde realizou uma residência do Centro Coreográfico de Angers (França).

Marcelo Xavier

É um amarcelo xavierrtista plástico cheinho de prendas. Autoditada, iniciou seus trabalhos com ilustração tridimensional em 1986. É formado em Publicidade pela PUC – Minas Gerais. Em 1987, escreveu seu primeiro livro, O dia-a-dia de Dadá, e continuou sua produção sempre com ilustrações feitas com massa de modelar, montadas em pequenos cenários e fotografadas. Escreveu outros livros, Tem de tudo nesta ruaAsa de papelSe criança governasse o mundo e com a coleção O folclore do Mestre André(“Mitos”, “Festas”) reuniu textos informativos sobre diversas manifestações do folclore brasileiro.

Dudude Herrmann

É bailarindududea, improvisadora, coreógrafa, diretora de espetáculos e professora de dança. Estuda e trabalha desde a década de 70 a pedagogia de ensino da dança contemporânea.

Trabalha com artistas de áreas afins como música, teatro e artes plásticas. Trabalhou como professora e/ou coreógrafa para o Grupo Galpão, Cia Burlantins, Grupo de Dança 1º Ato, Companhia de Dança do Palácio das Artes, Grupo do Beco do Conglomerado Santa Lúcia, Oficinão Galpão Cine-Horto. Dudude fez parte da geração formada pelo TransForma Centro de Dança Contemporânea, criado e gerido por Marilene Martins, onde permaneceu de 1970 a 1981. Fundou e dirigiu a Benvinda Cia de Dança de 1992 até meados de 2007. Em 2001, recebeu a Bolsa Virtuose, do Ministério da Cultura do Brasil, para uma residência no Centro Coreográfico de Orleans, na França, a convite de Josef Nadj, diretor do mesmo Centro. Em 2003 desenvolveu seu projeto selecionado pelas Bolsas Vitae de Artes, Poética de um Andarilho – A Escrita do Movimento no Espaço de Fora. Em 2004 estreou os espetáculos Maria de Lourdes em Tríade, um solo-monólogo, e Tanque, uma parceria com Marco Paulo Rolla. Foi convidada em 2005, para apresentar seu trabalho Um solo para uma dança e um violão em Paris (França), no Ano do Brasil na França. Estreou em 2006 seu espetáculo Na Planície, Logo Montanha, Aparece o Mar…. Neste mesmo ano, apresentou-se na Copa da Cultura em Berlim (Alemanha). Em 2007 fez turnê no Equador, apresentando seu mais novo trabalho Sem, um colóquio sobre a falta. Em 2008/2009 deu inicio a construção de seu Atelier que fica no distrito de Brumadinho/MG voltado para a criação em arte, com interesses nas linguagens da dança, performance, teatro e seus desdobramentos. Além de ministrar cursos e oficinas pelo país afora. Em 2010 Dudude apresentou o solo A Projetista com direção de Cristiane Paoli Quito. Desenvolveu um trabalho com um agrupamento de atores 1999=10, com o suporte do Galpão Cine Horto em BH.

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