Mais um dia de Quarta que dança!

Espetáculo novo, fique ligado nesta quarta!

[...deixe que eu fique contigo por uma hora apenas...] Fragmentos de uma Solidão, do Grupo Sonho de Valsa

deixe-que-eu-fique-contigo-por-uma-hora-apenas

As cores de um quadro de família de Jan Steen e a pergunta “o que você gostaria de dizer e não disse?” motivaram a recriação desse projeto e fizeram refletir sobre o contraste da vida cotidiana e a melancolia de um outono europeu. A ideia se situa em pensar o sentimento com que a solidão na maioria das vezes é retratada no contexto social e familiar. Partiu-se de um estudo videográfico do espetáculo do HIS Contemporâneo de Dança, chamado “Solidão, solidões…” (2001). Nesse percurso, foi criado um blog, uma página e um grupo fechado no Facebook. O processo compartilhado nas redes virtuais promove uma maior visualização da pesquisa, a ampliação da discussão sobre autoria em ambientes virtuais e em relação ao que está sendo construído cenicamente. O espetáculo se passa numa sala de estar, lugar socialmente entendido como um ambiente de encontros e desencontros entre pessoas durante uma boa parte do tempo de suas vidas. Ao som da batida de uma porta, o espetáculo se inicia dando ênfase subjetivamente à solidão de cada artista individualmente. As cenas acontecem como o folhear de um álbum de memórias que vão tomando corpo à medida que o espetáculo prossegue. A mulher solitária; o homem que busca um amor impossível; o casal em estado de embriaguez; a luta como estratégia de sobrevivência; as irmãs cúmplices; as pessoas comuns; e o sentimento de aprisionamento que as relações provocam na sociedade.

 

Ficha Técnica

Proponente, assistente de direção e dançarina: Mabel Santos Almeida
Direção, concepção e preparação corporal: Iara Cerqueira Linhares de Albuquerque
Iluminação, filmagem e fotografia: Aroldo Santos Fernandes Junior
Dançarinos colaboradores: Angela Cardoso, Glaece Lopes Silva, Illa Souza da Silva, Kerolyne Costa Santos, Leonam Carvalho Sandes, Lincoln Aguiar Santos, Luan Rodrigues Miranda, Luara Cruz Brandão, Naiele Torquato Oliveira, Nandalle Bispo dos Santos, Nataly Santos Paiva, Rogerval Moreira de Oliveira e Uillian Pereira de Jesus

Setembro começando bem, com duas estreias no Xisto!

E aí, como vão de começo de mês?

A gente está começando muito bem, com duas estreias!

A primeira acontece nesta quarta (03), é é também a estreia do excelente Quarta que Dança. O espetáculo é o Aufaunosinfinitos, do grupo In-Contro:

alfaunosfinitos

E Quinta (04) é a estreia do espetáculo  “VOUS DOUX” – da Fraktal Cia de Dança. VOUS DOUX é um espetáculo de dança contemporânea que foi premiado pelo Edital Setorial de dança da Funceb. O espetáculo busca investigar a manipulação corporal de um indivíduo por outro, pensando nas relações Sócio/político/culturais entre os seres humanos. Isso acontece seja pela manipulação direta, seja por influência, por aproximação, por imitação ou sedução. O espetáculo propõe essas relações dentro de uma atmosfera onírica e lúdica.

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Quinta – 20h (estreia)
Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h (temporada)
Sessões Mediadas: 14 de Setembro - 11h; 19 de Setembro – 14h30
Espetáculo “VOUS DOUX” – da Fraktal Cia de Dança
R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia)

 

NOTA DE PESAR – Sérgio Souto

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) registra seu imenso pesar pela morte do maestro, compositor, arranjador e educador Sergio Souto, falecido na madrugada desta segunda-feira, 1º de setembro de 2014. O velório será realizado na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), até as 15h30, de onde partirá para o sepultamento no cemitério Campo Santo, a ocorrer às 16h30.

 

Natural do Rio de Janeiro, Sergio, aos 21 anos, trocou a Arquitetura pela Composição e Regência e mudou-se de sua cidade de origem para Salvador, onde graduou-se pela UFBA e permaneceu definitivamente. Na década de 1970, participou da criação de dois grupos pioneiros da música instrumental na Bahia: a Banda do Companheiro Mágico e o Sexteto do Beco. Também fundou a Academia Música Atual (AMA). Como educador, viveu o processo de reforma curricular iniciado em 2001 na Escola de Dança da UFBA, bem como no curso de graduação em Música Popular implementado em 2009 na Escola de Música da UFBA. Em 2007, passou a exercer as funções de coordenador, regente e diretor musical do grupo Vozes Reveladas, chancelado pela UFBA enquanto projeto de Extensão. Em 2010, fundou, a partir de oficinas de mobilização cultural realizada na cidade de Tremedal, o Coral SerTão Brasileiro, que reúne participantes das cidades de Tremedal e Piripá, região do semiárido da Bahia. Contribuiu ainda, como arranjador, na realização de álbuns de diversos artistas.

 

Sergio deixa viúva a querida colega Beth Rangel, diretora da Escola de Dança e do Centro de Formação em Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Os seus parceiros de trabalho a acolhem neste momento de dor, com reconhecimento e carinho. Que também haja conforto aos filhos, Daniel, André e Diogo, aos familiares, aos amigos, parceiros e alunos.